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Foram
entregues no passado dia 1 de Agosto, em Maputo, os
prémios atribuídos aos vencedores do Concurso
Nacional de Conteúdos Electrónicos, realizado
pela primeira vez no País. O Centro de Informática
da UEM, a Unidade Técnica de Implementação
da Política de Informática (U TICT),
Danilo Manhiça, Baltazar Macamo, Leodelto Samuel,
e Carlos Augusto Benedito, que venceram nas categorias
e-Government, e-Health, e-Learning, e-Culture, e-Science,
e-Business e e-Inclusion, receberam cada um cheque no
valor de 500USD. Os vencedores apresentaram, respectivamente,
para aquelas categorias os produtos Malária,
Pela e para a Comunidade de Manhiça, Portal dos
Balcões Únicos, MathsBOARD.com, non-book-materials,
Mentes Criativas e Zambézia OnLine.
Os
prémios foram atribuídos a seis das
8 categorias do concurso que registou 14 produtos
concorrentes. Não houve concorrentes na categoria
e-entertainment e, por outro lado, o único
produto apresentado para a categoria e-Science foi
excluído por se ter julgado que estava longe
dos padrões do concurso organizado pela Comissão
para a Política de Informática, através
da UTICT, com o objectivo de promover a produção
nacional de conteúdos electrónicos.
O vencedor de cada categoria, além de receber
500 USD, habilita-se ainda a participar na World Summit
Award 2005 (WSA2005), a ter lugar na Tunísia,
em Novembro próximo. Com efeito, os produtos
classificados em primeiro lugar já foram submetidos
ao Painel de Peritos do WSA2005, na Áustria.
O
produto que despertou maior atenção
dos participantes na cerimónia de entrega dos
prémios foi Malária, Pela e Para a Comunidade
de Manhiça, um disco compacto produzido pelo
CIUEM, que contêm lições sobre
os cuidados a ter para evitar a malária, sintomas
e formas de tratamento da doença, incluído
vídeos curtos de demonstração
e locução em português e Changana.
Um disco semelhante, com locução em
português e Macua, está a ser colocado
no norte do País.
Se
África é visto como o continente que
menos contribui com conteúdos electrónicos
a nível mundial, o Ministro da Ciência
e Tecnologia, Venâncio Massingue, espera que
esta tenha sido uma oportunidade para o início
da criação duma indústria nacional
de Tecnologias de Informação e Comunicação.
Com efeito, o governante apelou ao sector privado
e às ONG´s para, em conjunto com o Governo,
apoiarem a inovação no País.
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